
Palco, um parto de morte pra viver mais
Quando vem e canta o cândido Raimundo.
Parece com um lúcido coma profundo
Ou ver o cosmo ancorado em nenhum cais.
Quando vem e canta o cândido Raimundo
Ficam mudos os passarinhos nos quintais,
Nos verdes mares calam-se os temporais,
As ciganas não falam do Astro Vagabundo.
Mas nem os cem milhões de versos que eu fizer,
Além da minh'alma a sonhar perdidamente,
Serão capazes de traduzir o que sente
O coração alado de um mortal qualquer,
Quando ouve sangrar no ar o canto do Fagner.
Eu de mim não sei de outro igual tão diferente!
Dedicado a Robério Coelho e Roberto Lima.
(Pedro Ramúcio)
Nossa, ficou muito bom, amigo. Linda homenagem! Parabéns!
ResponderExcluirFábio,
ResponderExcluirDurante um bom tempo 'a voz de taquara rachada do Fagner' era meu hino. Era do verbo sempre será, eu acho.
Abração, poeta:
Ramúcio Fagner (rs)
(Tenho um amigo de violão que me chama assim.)
Pedro,
ResponderExcluirProcurava outro blog
no meu painel,
mas esbarro no teu,
só pra variar...rsrs
Ao fundo tenho Fagner
e me deparo com teu poema.
Sem comentários!
E a cada poema, um ídolo!
Ídolos que compartilho
no meu diutuno,
como companheiros,
inseparáveis e
particípes,
do meu caminhar.
Obrigada por tão lindo trabalho.
Com carinho,
Laurinha,
ResponderExcluirHoje que vim pras bandas de cá, vim ver o fundo do quintal e vejo que você passou silenciosamente aqui e colheu mais um fruto deste pomar em forma de cantos. E essa colheita diuturna feita por mãos plenas de carinho, essa colheita é que dá ânimo e força ao semeador de palavras que aqui labuta alegre e incansavelmente...
Bom saber que Fagner é do seu paladar também!
Abraço de um "menino passarinho",
Pedro Ramúcio.