domingo, 11 de abril de 2010

HELOO, PAUL McCARTNEY





























Há alguns anos, ouvi pelo rádio, quando as Rádios brasileiras ainda tocavam os autênticos músicos brasileiros, a canção "Hello, Goodbye", dos Beatles, na voz do mineiro Milton Nascimento. E, paradoxalmente, aquela interpretação do Milton para uma canção estrangeira suscitou, em mim, imenso sentimento de brasilidade - sem falso ufanismo -, por saber que um artista nacional era capaz de impor sua marca única e pessoal ao registrar, de forma emocionada e comovedora, um grande sucesso mundial numa língua que não é a de seu povo, porém, ali tão bem representado em arte e engenho. Desde então, eu fiquei imaginando qual seria a reação do Paul McCartney quando ouvisse todo o talento do nosso Bituca (sem falso ufanismo ou xenofobia de qualquer espécie), mas fiquei delirando poder ver a cara do Paul ao ouvir sua obra ganhando tal manobra vocal.

Eu só queria ver a cara do Paul McCartney quando ouvisse

Cantando “Hello, Goodbye” o Milton Nascimento


Eu só queria, de repente, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “San Vicente”


Eu só queria, sábio sabiá, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “O Que será”


Eu só queria ver a cara do Paul McCartney quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Travessia”


Eu só queria, por um triz, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Beatriz”


Eu só queria, tão natural, ver a cara dele quando ouvisse

O Bituca cantando “Brasil, Nome de Vegetal”


Eu só queria ver a cara do Paul McCartney quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Maria, Maria”


Eu só queria, por mil razões, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Certas Canções”


Eu só queria, para emoldurar, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Conversando no Bar”


Eu só queria ver a cara do Paul McCartney quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Balé da Utopia”


Eu só queria, quem lhe dera, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “O Cio da Terra”


Eu só queria, morena menina, ver a cara dele quando ouvisse

Mister Milton Nascimento cantando “Clube da Esquina”


Eu só queria ver a cara do ex-beato Paul quando ouvisse

Cantando “Para Lennon e McCartney” Sir Milton Nascimento


(Pedro Ramúcio)

35 comentários:

  1. Não sei a cara do Paul, mas a minha cara quando ouço "Beatriz" com o Mister Milton Nascimento é de puro contentamento!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  2. Laríssima,
    A minha também, poeta, como quando leio você aqui e lá no "Teatro da Vida".

    Abraço de contentamento,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  3. Pedro,

    obrigado por ter ido ver meus poeminhas. Fiquei muito feliz que o tenha feito através do Assis e do Roberto, que escrevem coisas deslumbrantes. Volte quando quiser!

    Aqui encontro o melhor da defesa da mineiridade. Travessia do Milton, como uma continuidade inefável, do derradeiro vocábulo de Grande Sertão: Veredas, sempre me deu orgulho de ser mineiro, como se essa música me fosse tipo um distintivo que eu apresentasse aos outros para atestar que eu não sou um qualquer.
    Assim como me dá orgulho de ser PM como Guimarães Rosa foi um dia - ainda que por breve período.

    Um forte abraço! Tenho aqui um novo atalho.

    ResponderExcluir
  4. Milton tem a voz do mundo das Minas Geraes. Até hoje lembro a primeira vez que eu ouvi Travessia, foi como se inaugurasse uma nova ordem nos meus sonhos. Maravilha. Abraço do amigo.

    ResponderExcluir
  5. Pedro
    Pra te conhecer, passei pela página do grande poeta Assis. E que é que encontro aqui? Meu Deus, outro oásis... Vontade de ir ficando, ficando...
    Parabéns!!!
    Um abraço

    ResponderExcluir
  6. uma fertil imaginação, tambem eu gostaria de ver a cara do paul neste momento.

    ResponderExcluir
  7. Nanini,
    Milton e Rosa, que dupla hein! É mesmo pra encher, até não caber mais, de orgulho nós outros mineiros: distintamente representados perante o mundo.
    E ter ido conhecer seus poemas, rapaz, é daqueles presentes que a gente nem merece quando ganha, mas agarra e não larga mais. Estarei sempre lá então, poeta. Indagando seus versos com um sorriso bobo, inda que embasbacado com o engenho alheio. Mas, como ensinou o Drummond, outro mineiro da minha pqna plêiade, mirando os quintanares do gaúcho - gauche! - Mário: "Em literatura, a inveja é o sentimento mais nobre que existe."
    E viva Roberto Lima e Assis Freitas! E viva você!

    Abraço mineiro,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  8. Assis,
    Mister Milton Nascimento Transversal do Tempo: pra roubar o título de um trabalho da Elis, que foi madrinha - dentre tantos - do Bituca. Ou essa travessia que não se atravessa nunca, vide o dueto dele com "La Negra" Mercedes Sosa em "Volver a Los 17".
    Milton, menestrel das Minas Gerais.
    Milton...
    Milton...
    Milton, que um dia do alto da minha (i)modéstia eu ousei comparar com um verso meu:

    "Nem precisava compor
    A canção já estava pronta
    Muito além do tom
    Que Milton Nascimento
    Tornara impossível outra voz revisitar"

    *

    Com um abraço atravessado pra te dar,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  9. Zélia,
    Então se achegue mais, se aconchegue como os demais: sem os quais aqui seria de menos pra mim.
    Pra nós é que cultivo esse jardim, que não daria flor se não recebesse o sol dum sorriso feito o teu acima aqui agora.

    Todo sorridente,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  10. Sândrio,
    Quem lhe dera (ao Paul) o silêncio desse cio ou o cio desse silêncio, amigo!
    Ah, as oitavas acima do Milton!
    E receber você aqui é pura Travessia, poeta!

    Abraço de Minas,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  11. :-)!!!
    Hihihihi, de todos os Beatles, o que eu menos simpatizo é o Paul!!
    Gostei!
    Beijos
    Laura

    ResponderExcluir
  12. Laura,
    É! Azar do Paul! E sorte minha merecer-te sempre aqui, a reflorir esse pequenino jardim com toda tua simpatia.

    Abraço de Minas,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  13. A minha cara e de prazer... quando ouço Milton... e quando venho aqui ler-te
    Beijo

    ResponderExcluir
  14. Mag,
    Merecer-te aqui no Canto Geral me é honraria maior, prazer meu. Como quando vou-me ao teu Primeiramente...
    E saber-te apreciadora do canto do Milton, é mais um ponto que nos une em arte, dentre tantos outros pontos...

    Abraço de Minas,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  15. Delícia de post, adorei!
    Beijos
    Denise

    ResponderExcluir
  16. Devias era ver a minha cara sempre que, quando páro por aqui, te leio, Pedro Amigo!
    Um grande abraço em português (sem vaidade linguística, obviamente).

    ResponderExcluir
  17. Denise,
    Também tenho cá os meus delírios, amiguinha.
    Maravilha das maravilhas saber-te aqui, e lá n"O Delírio da Bruxa"...

    Abraço em delírio,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  18. Seu Jorge,
    Tiras-me cada coelho da cartola e me deixas todo embasbacado com a magia da tua amizade ofertada a mim, assim, com palavras (e gestos: sim, sinto-os) de pura estima, poeta...
    E, também, tu devias vir para ver os meus olhos risonhos quando paro tudo aqui para ler-te, amigo...

    Grande abraço português (sem vaidade linguística, claro: nossa pátria é nossa língua),
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  19. Passando pra desejar bom dia á Pedrim, comedor de pão de queijo e apreciador das boas coisas da vida, que sá, Milton Nascimento, o poeta maior!

    Amplexos da Márcia Mineira Paulista que hoje está Cearense como bem o diz Pedro Ramúcio, o tal "Pedrim!" :-)

    Ps: KD a musa esposa que ainda não acessou meu blog?
    Quero tricotar com ela, assim como bem faço contigo amigo ilustre...

    ResponderExcluir
  20. Saudades sempre destes grandes interpretes.
    Obigada pela visita amigo.`´E sempre bom ter voce aki. Forte abraço!!

    ResponderExcluir
  21. Márcia,
    Agora que você está cearense (que vontade também, amiguinha!), do meu lado dá uma saudade danada das pequenas grandes vezes que fiquei bahiano, e a alma pede mais do mesmo sempre (é que lá sou amigo do rei...)...
    Pão de queijo e Milton Nascimento! Uai, precisa mais? Mais de você sempre aqui, claro...
    A musa-esposa! Acontece que ela consegue ser mais tímida que eu, ainda que missão quase impossível 1000 (rsrs)...

    Amplexos gêmeos,
    Pedrim e Musa.

    ResponderExcluir
  22. M@ria,
    Tão bom merecer-te aki que tomara se repita infinita e eternamente...
    Estou-me sempre a visitar-te também, amiga...

    Abraço poético,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  23. Querido Amigo Pedro!
    De coincidência em coincidência vamos aproximando pessoas que nos ajudam a ser maiores. Tu, por exemplo. Sinto o maior privilégio na tua amizade, como sei, também, que a amiga Márcia o sente.
    Estendo-te os braços bem acima do Atlântico (até porque os oceanos fizeram-se para unir, jamais separar - Pessoa).

    ResponderExcluir
  24. Jorge,
    Também eu sinto o maior privilégio na tua amizade e na amizade da 'cearense' Márcia. Dois tesouros que garimpei (dentre outras tantas joias preciosíssimas: tô cada dia mais rico, amigo) pela blogosfera...
    E por dizer de Fernando Pessoa (que ressoa uma religião tão boa em mim), eu não poderia - heterônimo órfão - deixar de o trazer aqui ao Canto Geral no poema da sua Mensagem - único livro dele publicado em vida -, que você alevantou os versos ao estender-me seus braços bem acima do nosso Atlântico.
    Por isso:

    O INFANTE

    Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
    Deus quis que a terra fosse toda uma,
    Que o mar unisse, já não separasse.
    Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

    E a orla branca foi de ilha em continente,
    Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
    E viu-se a terra inteira, de repente,
    Surgir, redonda, do azul profundo.

    Quem te sagrou criou-te portuguez..
    Do mar e nós em ti nos deu sinal.
    Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
    Senhor, falta cumprir-se Portugal!

    (Fernando Pessoa)

    *

    Pêésse n°1: faltava cumprir-se nossa amizade: não falta mais;
    Pêésse nº2: esse poema do Pessoa foi musicado e está magistralmente interpretado pela Elba Ramalho, num encontro perfeito de voz e canção. Creio que nosso poeta Roberto Lima tenha a gravação.

    Abraço poético,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  25. Pedro,

    Admirar sua poesia é tão fácil, mas tão fácil, que quase não me surpreendo com a harmonia das palavras e especialmente com sua criatividade. Estou de certa forma ausente em face de um acúmulo temporário de trabalho, mas nada que o amanhã não desponte em retomada.
    Quero lhe desejar um lindo domingo junto dos seus e para tanto deixo meu abraço paulista, plagiando um moço querido...

    Meu carinho sempre,

    ResponderExcluir
  26. Laurinha,
    Eu costumo 'brincar' que trabalhar é bão mas cansa! E se pudesse - e meu dinheiro desse -, trocaria aquele ditado por: ócios do ofício...
    Oficialmente ainda não posso (não podemos, eu sei), mas nas horas vagas das Horas vagas das HORAS vagas, vamos nos visitando em poesia que o dia fica mais leve, né!
    Ótimo domingo a si e aos seus também, Doutora!

    Abraço de mim de Minas,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  27. eu queria que o paul visse a minha cara ouvindo o milton, isso sim!

    besos

    ResponderExcluir
  28. Líria dos versos mais lindos,
    Eu queria que tu ouvisses minha alma quando te leio! Damos piruetas pelo Universo com direito a dispensa dos dublês, mas renascemos sempre no teu próximo poema: imortais e mortais, como convém ao sopro e ao barro...
    És, deverasmente, das riquezas maiores que garimpei pela blogosfera afora, por meu peito adentro, ò santa pueta!
    E por dizer de Milton Nascimento: quero tua "Pontaria" para meu próximo post. Posso?

    Abraço valadarense,
    Ramúcio.

    ResponderExcluir
  29. menino pedro
    diante das tuas palavras eu não sei o que dizer - só sei que fico alegre. enviei para teu e-mail o "pontaria" - a voz do milton também me comove!

    besos

    ResponderExcluir
  30. Líria-líria,
    Milton e suas oitavas acima! Como não nos comover?
    Como não volver a los 17?
    Vou lá receber teu "Pontaria"...

    Fã do seu afã,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  31. Ouvir a música do Milton, Catavento, em que cantarola somente, é algo que o Paul deveria ouvir, simplesmente genial. Grande abraço.

    ResponderExcluir
  32. Campanella,
    Aí o Paul (des)viraria 'beato' de vez. O canto do Milton é de se canonizar mesmo...

    Abraço de min(as),
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  33. Sabe o que é?
    O Paul não sabe do lixo ocidental.
    ;)

    ResponderExcluir
  34. Ludmila,
    Nem como é bom merecer teu sorriso aqui nesse pequeno jardim de homenagens. Nesse momento, o homenageado sou eu...

    Abraço desse fã do Bituca,
    Pedro Ramúcio.

    ResponderExcluir
  35. Pedro,
    da navegada que dei pelo teu blog, com tanto para comentar, estacionei entre Milton McCartney e Paul Nascimento, quer dizer...
    Nem precisa ser mineiro prá entender da dimensão de Milton, que transcende todas as fronteiras, mas tem que ter o privilégio de ouvir.
    Fico imaginando o Paul com Milton na caixa. Poderá ficar com cara de ainda mais espanto do que já tem?
    Abraço, Edu

    ResponderExcluir