domingo, 8 de agosto de 2010

ATELIER

Outro poeminha de mesma safra e colheita das metáforas anteriores.

Rodin esteve aqui
Não há braços nem pernas
Para se compor o poema
Apenas a meditação de uma lágrima
Caindo
Paralisada no ar

Ah! Rodin
Mais que o mármore
Esculpiste a alma

(Pedro Ramúcio)

38 comentários:

  1. E tu esculpiste o espírito do verso... Para que corpo, membros? Lendo algo assim a alma se (re)compõe. Lindo!

    Beijo.

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  2. Laríssima,
    Lindo é merecer-te aqui, o resto são sombras de árvores alheias...

    Abraço inteiro,
    Pedro Ramúcio.

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  3. Rodin pensou um pensador medidativo para olhares contemplativos, redundancia das redundancias, mas o poema solto no ar é como uma nuvem ora vindo ora indo, rio espacial,

    abração

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  4. Assis,
    Rodin...
    Nunca pensei esculpir um verso pra ele...
    Quem entende de inspiração: nuvem ora vindo ora indo...
    Por dizer do que inspira, agora vou-me lá no "mil e um", poeta...

    Abraço indo inda que tarde,
    Pedro Ramúcio.

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  5. a magia da arte, caro pedro, não está em trabalhar a pedra, o gesso, o ferro ou o bronze; a arte torna-se mágica quando consegue esculpir a alma. rodin fazia-o; tu fá-lo!
    um abraço, amigo!

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  6. Jorgíssimo,
    Tu me fazes mil gentilezas e eu, descaradamente, visto-as: como recusar a grife? Ainda que a mereça pelo avesso, basta tua vinda pra eu me enfeitar...
    A um bom ditado que diz: quem tem amigos, não morre pagão...
    E eu te declaro residente fixo cá do meu coração já há séculos, poeta...
    E Rodin que me perdoe a petulância, é-a também com o coração esculpido na admiração...

    Abraço largo,
    Pedro Ramúcio.

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  7. rodin só não deu conta da alma de camille claudel... nem das lágrimas...

    besos

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  8. É nestes momentos que sentimos que tanto temos para aprender... e entretanto é um brinde entregue na alma ler composições poéticas desta natureza.
    Parabéns! Voltarei!

    Abraço

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  9. Liríssima,
    Ah, o amor, esse estranho no ninho...
    Todo 'retiro-pagão' há de ser castigado?
    Ò, quando você vem se esculpe um sorriso em meu rosto, moça resoluta...

    Abraço marmorial,
    Ramúcio.

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  10. JB,
    Aprender é o verdadeiro sentido da arte (da vida), e não saber nunca...
    Fico feliz que tenhas vindo e torço pra que voltes mais vezes, sê sempre bem-vinda...

    Abraço de mim de Minas,
    Pedro Ramúcio.

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  11. Como sempre...
    Pedro oleiro de poemas...
    beijo

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  12. Mag,
    Então visitemo-nos sempre em poesia. Cá eu vou tentando a forma e o barro que de vez em quando se me assopra uma nuvem ensolarada de versos, e o esforço é válido...
    Prazer tê-la aqui nessa modesta olaria...

    Abraço grande,
    Pedro Ramúcio.

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  13. Pedro, seus versos podem mais que o mármore de Rodin.
    Poema com alma de carne e osso.
    Abração, poeta das Gerais.

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  14. rodin e seus manetas...
    vi um filme meio maluco em que o protagonista, um cirurgião que não aceitou o fim de um romance e amputou sua amada, mantendo-a cativa em uma mansão... Boxing Helena é o nome do filme... com Julian sands e a estonteante Sherilyn Fenn...

    vi e fiquei, nauseado, pensando em rodin...

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  15. Paulo,
    Ouço suas palavras e só lhe posso agradecer o carinho de vir aqui e depositar-me um elogio, e pedir aos deuses sempre um pouco de bafejo bom...
    Mas penso que o blogue me dá a liberdade de errar meus devaneios. Já com livro seria diferente: só numa próxima edição poder-se-ia alterar aquela linha ou página que por vezes eternas incomoda o ouvido de quem arrisca seus versos, eu que os escondi (até de mim próprio) durante séculos milenares...
    Vou brincando minhas homenagens sob todo risco e sendo homenageado também, sob todos os petiscos...
    Sabê-lo aqui é honraria maior, poeta do Norte...

    Abraço agradecido,
    Pedro Ramúcio.

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  16. Delima,
    Já eu prefiro as comédias, poeta. Me alimentam melhor...
    Amputar a amada!!! Vixe!!!
    Será que Camões fizera pior, ao deixar sua musa ("Alma minha - dele - tão gentil que te partiste...") morrer afogada, pois entre Ela e os originais do livro que levava num passeio de barco - narra a lenda que era a prova d"Os Lusíadas" , que se poderia ter perdido para sempre -, com tempo apenas de salvar, ou suas épicas páginas ou a pálida companheira, optou por salvar sua monumental obra, pra depois remoer-se em sonetos de mil remorsos!!!
    E você, cronista, salvaria o quê? E ainda não escreveram esse roteiro!
    E vamos tentar entender a alma dos gênios! Como disse a Líria, Camille Claudel ganhou o hospício pelo resto da vida como prêmio de consolação...
    E a musa-esposa fica revoltada quando cito-lhe Camões...
    E eu fico sempre feliz em prosear contigo, poeta que anda escondendo o ouro. Queremos versos! Queremos versos! Não se assuste se qualquer hora uma passeata baixar em Nova Jersey...

    Abraço deste que aprendeu a admirá-lo cedo,
    Das ramas.

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  17. Olá, Ramúcio, boa recuperação pra vc aí, rapaz... e, olha, que poema belíssimo mais o texto que que vc escreveu na postagem anterior. Poetemos, e despenquemos das nuvens em busca de nosso porto. Abração.

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  18. A imagem de uma lágrima que se adensa e pára no ar é bem apropriada para o que a escultura faz com o movimento, e ainda mais para o que a poesia faz com o momento. Ainda hoje colhi uns versos de Nuno Júdice a esse respeito (no blog Cirandeira):

    "e fixa, na dureza da noite,
    o bater de asas, o azul, a sábia
    interrupção da morte."

    Rodin realmente espiritualizava a pedra e o bronze ao aproximá-los da carne.

    Grande abraço, Pedro.

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  19. E são desses tecelões de alma e sonhos que mais esperamos.
    Abraço!

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  20. Campanella,
    Recuperado quase já: dizem que depois que mexe nunca mais é o mesmo, e metaforicamente falando não 'menstruo' mais minhas 'hemo', e isso já faz toda a diferença, rapaz... (e como faz...)
    Você gostou do poema anterior? Há muito o que lapidar ainda (transpirar, como ensina F. Gullar) as coisas que ponho no blogue, amigo. Pelo menos sinto eu essa constante necessidade, eu que escrevo a intervalos desconexos, entre uma zapato e outro. Às vezes uma vírgula incomoda toda a estrofe...
    Esculpamos, poetógrafo! Captemos sombra e sol! "E despenquemos das nuvens em busca de nosso porto?"
    Fico feliz quando você clica aqui...

    Abraço grande,
    Ramúcio.

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  21. ...eu deixei estar pergunta no ar, lá no poetar...

    "Pedrim meu amigo o que é abraço triplo?
    Será que é o que eu andei pensando?...

    a Musa jaz embaraçada? rsrs

    abraço querido amigo!"

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  22. Ahahahahahahahaha, esclarecido o triplo-sentido da frase enfim!
    Tu estará lá sem dúvida, senão em carne e osso em espírito, sei-o bem!

    abraços vários, e um bocado de sorrisos pra ti e musa-esposa!

    da...

    Márcia, uma mineira paulistana que hoje está cearense...

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  23. Marcantonio,
    Obrigado pela dica, irei-me sempre ao "Cirandeira" a partir de aqui...
    Obrigado também pela visita aqui ao Canto Geral, poeta. É-me honraria maior...
    E muito obrigado pelos versos do Nuno Júdice, você que faz poesia até quando tece um comentário...
    Volte sempre que puder, haverá sempre um sorriso à sua espera, ou mesmo uma lágrima de encantamento, e um Rodin ou outro pra variar (coisas de um maluco que gosta cantar homenagens...)...

    Abraço extrovertido,
    Pedro Ramúcio.

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  24. Lindo!

    A massa com que a mãe fazia o pão, foi a matéria que ensinou Rodin a esculpir a "alma" que transborda da sua obra.

    L.B.

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  25. Márcio,
    Ah, esses sonhadores! O mundo sem eles seria só pesadelo...
    Obrigado pela visita, amigo. No Canto Geral haverá sempre uma cadeira reservada pra você com seu nome inscrito nela, poeta de grife e porta-estandarte...

    Abraço das terras de Benvirá,
    Pedro Ramúcio.

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  26. Márcia,
    Este mero escriba é mais ingênuo do que parece, amiguinha...
    Triplo, porque para poder abraçá-la é impossível num só amplexo: há que abraçar a mineira, a paulistana e a que está cearense agora; múltipla poeta você, que um dia trilhará o Machu Pichu de moto...
    Mas a musa envida outro abraço, agora quádruplo...

    Amplexos vários,
    Pedrim.

    ps: quero meu autógrafo, haverá mais um na fila invisivelmente visível e serei eu...

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  27. Lídia,
    Então podemos dizer que alguém comeu o pão que um gênio amassou, amálgama de suor e lágrima...
    Lindo é merecer-te nesse cantinho da blogosfera, moça. Venha mais...

    Abraço grande,
    Pedro Ramúcio.

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  28. Tenho raiva de Rodin quando penso em Camille.

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  29. Vanessa,
    Sim, não é pra menos...
    Também Picasso, conta-se, praticara algumas maldades contra seu séquito feminino, mas, ainda assim, como lhe não rendermos admiração por sua "Guernica"...
    Em todo caso, brinda-se aqui, metametonimicamente, o autor pela a obra (Rodin pelo pensador de peças monumentais que ele foi)...
    E eu estarei feliz sempre que a merecer aqui neste pequeno jardim de lembranças, moça sensível de sorriso amplo...

    Abraço amplo,
    Pedro Ramúcio.

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  30. Gosto de suas palavras
    Bom final de semana
    =D

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  31. Juliana,
    São palavras de um simples semeador de quimeras, moça simpática de Florianópolis...
    Fico honrado com sua visita, volte mais vezes...

    Abraço mineiro,
    Pedro Ramúcio.

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  32. sempre tive uma imensa admiração por aqueles que conseguem transformar a pedra bruta em uma obra de arte...esculpir seria-me um dos ofícios mais difíceis, dada a minha inabilidade com o concreto

    rodin foi mestre, por esculpir a pedra e a alma
    e tu também o és, querido pedro, com mãos mais suaves, modelas versos e almas

    beijo imenso

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  33. ahh, eu assisti esse filme que o roberto fala, era recém adolescente...até hoje me dá uma sensação ruim....foi horrível!!!!! traumatizei...e pior é que um namorado pegou o filme como sendo erótico...rsrs...imagina o clima depois, eu completamente chocada...rsrsrsrs

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  34. Sim, o poema - a arte - precisa é da alma.

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  35. Andrea,
    Também tenho total inabilidade com o concreto, ainda bem que tal vez o abstrato me salve ou redima...
    Gosto de fotografar embora milpemente enquadre mal, a musa é quem sofre...
    Imagino sim o clima depois, mas inda bem que foi depois, uai (rs)...
    Bom demais ganhar uma visita sua, viu...
    Espero outras tantas quantas eu possa merecer...

    Abraço maior,
    Pedro Ramúcio.

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  36. José Carlos,
    Já minh'alma de sonhar precisa da arte a cada gotinha do tempo...
    Prazer merecê-lo neste humilde canteiro de versos regado por amigas mãos alheias, já não alheias mais...

    Abraço imenso,
    Pedro Ramúcio.

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  37. Minha 1ª visita.

    Achei o seu blog interessante e variado.

    Bom resto de fim de semana.

    Saudações poéticas.

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  38. Vieira,
    Te respondo um bocado bem atrasado, amigo...
    Fico feliz por você ter gostado do blogue, esse pequeno jardim de lembranças que necessita muitas mãos para florescer sempre seus variados versos, canteiros de toda cor...
    Rodin e este poetinha nas horas vagas das Horas vagas das HORAS vagas agradecemos a visita...

    Abraço poético,
    Pedro Ramúcio.

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